sábado, 26 de maio de 2012

MEIO AMBIENTE. Biodiversidade ameaçada


Meio Ambiente
Biodiversidade ameaçada

Por Gracielle Negreiros


Uma imagem infelizmente cada vez mais rara
          O aquecimento global está alternado o habitat natural de diversas espécies. Pesquisadores americanos concluíram que os mais prejudicados serão os mamíferos e as aves tropicais.

          Cerca de 9% das espécies de mamíferos podem não conseguir se deslocar para habitats seguros em reação às mudanças climáticas. As espécies se deslocam lentamente, uma vez a cada geração e há outro fator, como no caso dos macacos que demoram para amadurecer sexualmente o que pode diminuir ainda mais sua população, 75% dos primatas devem ter seu território reduzido em decorrência das mudanças climáticas.
          Estima-se a extinção 10% a 14% das aves tropicais, excluindo as espécies migratórias. O aumento de eventos climáticos extremos como secas, tempestades e a intensidades de furacões, podem prejudicar a capacidade das aves encontrar alimentos durante a estação da reprodução. A Amazónia sofreu duas secas recordes nos últimos sete anos, o que causou alarde sobre a flexibilidade do ecossistema frente às mudanças climáticas. Doenças e o aumento do nível do mar também representa um problema para as aves.   

           Mesmo que o aquecimento possa beneficiar algumas poucas espécies como o tucano de peito amarelo, o resultado final será uma perda significativa da biodiversidade. Áreas protegidas devem ser criadas ou expandidas e se necessário a transferência de algumas espécies, além de medidas eficazes para ameniza os efeitos do aquecimento global.     

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Rio + 20. Ministra destaca importância da Rio +20

Rio + 20
Ministra destaca a importância da Rio + 20
Por Vinícius Pinheiro





Embora a Rio+20 não seja um evento sobre meio ambiente, e sim sobre  desenvolvimento sustentável, o tema é um de seus pilares
.
     O Brasil já vem fazendo muita coisa para pautar suas políticas e estratégias de desenvolvimento na sustentabilidade. E tais iniciativas não são exclusividade do MMA. O desenvolvimento sustentável, hoje, está na pauta dos diversos agentes econômicos e sociais. São diferentes ações, muitas delas em diferentes graus ou estágios de implementação.


   Para a ministra do meio-ambiente Izabella Teixeira, o País tem todas as condições de liderar uma mudança, em nível mundial, para economias mais verdes. Segundo ela, a Rio+20 será uma excelente oportunidade para se demonstrar isso – apesar de ser uma conferência da ONU, como país-sede o Brasil preside o evento e terá papel fundamental nas negociações e acordos que serão costurados no encontro.

Ministra Izabella Teixeira

  A Rio+20 também será uma oportunidade de os países-membros das Nações Unidas fazerem um balanço dos últimos vinte anos, desde a Rio 92. No entanto, para a ministra, “a conferência não deve se tornar uma arena de acusações, ainda que deva discutir abertamente as falhas enfrentadas hoje, em relação ao que foi decidido em 1992”, destaca.


  Renovar o compromisso político assumido à época é essencial. O Brasil espera que a Rio+20 possa reavivar o que em 1992 ficou conhecido como o “espírito do Rio” – uma forte mobilização política que possibilitou a adoção de importantes acordos multilaterais na área do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

POLÍTICA. Impasses políticos devem levar a Rio + 20 ao fracasso

POLÍTICA

Impasses políticos devem levar conferência Rio+20 ao fracasso
Por Maurício Coutinho





    Segundo análise de Eduardo Viola, professor de relações internacionais da UnB e especialista  em política das mundanças climáticas, a Rio+20 não trará resultados consistentes, fruto da atual atual dinâmica internacional e pela política da ONU que busca acordos de construção de consensos que, de acordo com sua visão, está totalmente obsoleta. 


     Já citamos anteriormente a falta à Rio+20,  de Chefes de Estado  como Barack Obama (EUA), Angela Merkel (Alemanha), David Cameron (Reino Unido), potências globais que em determinados momentos históricos globais despontaram alternadamente como potências hegemônicas.  Para o professor Viola,  o mundo hoje está dividido em oito potências. Três superpotências, Estados Unidos, União Européia e China, e cinco grandes potências , Japão, Índia, Brasil, Rússia e Coréia do Sul. As decisões mais importantes giram em torno da dinâmica entre China e Estados Unidos e ambos são forças poderosas na geopolítica global, mas têm posturas conservadoras em relação a avançar em uma economia verde. Devemos lembrar que o protocolo de Quioto, que estabeleceu compromissos mais rígidos para a redução de emissão de gases estufa expira agora em 2012 e das oito potências mencionadas somente os EUA não ratificou o protocolo. 


     Segundo o professor, o Brasil, apesar de ter a matriz energética  mais limpa das oito potências e um programa de biocombustíveis (que retomou força com a criação e o aumento de vendas de carros flex , GNV e biodiesel), no atual governo de Dilma Roussef voltamos a um estágio conservador sem interesse  em avançar na  construção de  uma governança ambiental global.


     Paralelamente, outros membros da sociedade civil e cientistas também estão céticos em relação aos resultados políticos da Rio+20. Durante debate no evento Viva a Mata, em São Paulo, que celebrou o Dia Nacional da Mata Atlântica (20 de maio), a maioria dos acadêmicos foram categóricos em afirmar que os temas centrais da Rio+20: economia verde; governança ambiental e erradicação da pobreza dependem de acordos e consensos entre governos e que a expectativa deles é a de que esses acordos devem demorar cada vez mais.

Eduardo Viola.

     Uma das organizações ambientalistas mais importantes no mundo, a WWF, também afirma que os governos mundiais não estão no caminho para definirem um acordo para a preservação dos recursos naturais durante a Rio+20. - Acho que todos nós estamos preocupados que os países negociando no sistema da ONU para a Rio+20 ainda não demonstraram disposição de realmente intervir para enfrentar esses desafios . Essas negociações ainda estão claramente emaranhadas  -  afirmou em Genebra, Suíça o diretor geral da WWF Internacional, Jim Leape.


     Um ponto em que todos os acadêmicos e as organizações afirmam ter como expectativa positiva em relação à Rio+20, não se trata de nenhum acordo político global, mas sim da conscientização e da mobilização da sociedade sobre sustentabilidade e em relação aos temas que serão abordados na Cúpula dos Povos, à mudança e conscientização da sociedade de consumo  em adotar  e exigir práticas de sustentabilidade das empresas das quais são consumidoras e sobretudo na capacidade da sociedade de pressionar os governos e políticos




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Diário da Equipe 2 - Reunião de pauta e cobertura de eventos

Diário da Equipe 2 - Reunião de pauta e cobertura de eventos
Por Marlon Fonseca


          Ontem foi o momento de mais uma reunião da equipe. Pontos importantes do trabalho necessitavam ser tratados e uma verdadeira reunião de pauta foi feita. Nela, foram estabelecidas as editorias que necessitavam mais atenção e quem iria cobri-las.
         Outro aspecto muito importante foi tratado: a cobertura de eventos criados pelos colegas de publicidade, sendo firmadas parcerias com o "sustentabiliblog" e o "sustentareggae". Tais grupos mostraram de form geral suas ideias e de como seus eventos irão ser realizados, ficando firmado o acordo de cobri-los jornalisticamente. Para isso dois grupos de cobertura externa foram criados.
        Com 14 dias de blog já no ar, estamos conseguindo manter o ritmo de publicação diária, abordando os mais variados temas. Nas próximas duas semanas o ritmo e "´pegadas" serão ainda maio.
        Fiquem ligados!

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que é a Rio + 20?

O que é a Rio + 20?
Por Marlon Fonseca


      Em vídeo oficial o negociador chefe do Brasil para a Rio +20, embaixador Amdré Correa Lago, explica as motivações sobre a criação da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.



        A conferência do rio + 20 irá ocorrer na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 20 a 22 de Junho.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Adotando ações de sustentabilidade no nosso dia-a-dia

Adotando ações de sustentabilidade no nosso dia-a-dia
Por Mauricio Coutinho






 

Existem ações que aparentemente não são relevantes, mas que somadas a outras e adotadas por um número cada vez maior de pessoas podem fazer toda a diferença.
Desde o momento em que acordamos, até o momento em que vamos dormir e mesmo quando estamos dormindo podemos estar colocando em prática ações de sustentabilidade.

Ao acordar pela manhã, ao escovarmos os dentes,  se fecharmos a torneira após molhar a escova com o creme dental, realizarmos a escovação e reabrirmos a torneira ao final para enxague da escova e bochecho, estamos adotando uma medida de consumo consciente da água. O mesmo princípio podemos adotar  ao tomar banho,  lavar a louça,  lavar o carro,  limpar a casa,  lavar roupa .... Como consequência teremos um menor consumo de água, uma conta de água mais baixa, até mesmo uma conta de luz menor , se levarmos em conta o uso do chuveiro, da bomba de água.....

No planeta  a água está distribuída da seguinte forma: 97% são água do mar, 3% são água doce sendo 1,8% como gelo (pólos, geleiras e icebergs), e o restante como água subterrânea, em lagos e rios e como vapor de água.  Alguns pesquisadores estimam que em 2025 mais de metade da população sofrerá com a falta de água potável . Atualmente 70% do consumo de água potável do mundo é utilizado na agricultura. Apesar disso ainda continuamos a lavar nossos carros com água potável...

Se vamos para a faculdade  ou para o trabalho de carro adotar a carona solidária. Sempre tem alguém que mora próximo  que também vai para o trabalho ou faculdade de carro e não são raras as vezes em que vocês se encontram casualmente na garagem ou no estacionamento ao chegar ou sair. Será que em nenhum momento é possível compartilhar ? Na ida ou na volta ?  O mesmo pode ser mais facilmente 
aplicado a quem leva os filhos à escola. Porque não dividir a tarefa de levar e buscar os filhos à escola com outros pais ? Como resultado teremos menos emissão de gases poluentes na atmosfera, menor quantidade de veículos trafegando gerando um trânsito melhor,  mais economia no bolso e menor consumo de combustível.....

Em casa, se utilizarmos tintas de cores mais claras nas paredes externas da casa, temos menor absorção do calor do sol e menor necessidade do uso de ventilador ou ar condicionado na hora de refrescar a casa no verão.  Se reaproveitarmos a água da chuva que cai no telhado com o uso de calhas e cisternas temos uma água boa para uso em limpeza da casa em geral,  para o vaso do banheiro,  para molhar o jardim.....

Ao comprar um ar condicionado por exemplo, podemos comprar um mecânico ou eletrônico, um com timer ou sem timer. Ao dormir se programamos o aparelho de ar condicionado para desligar após um determinado tempo automaticamente, estamos realizando uma ação de consumo consciente da energia elétrica...

Temos cada vez mais a responsabilidade de pensar e avaliar todas as ações que tomamos em nosso dia-a-dia, se queremos realmente praticar ações de sustentabilidade, para nós , para o planeta e para as futuras gerações, pois os recursos naturais não são eternos e se desejarmos ter uma qualidade de vida cada vez melhor ou ainda tentar manter o pouco que ainda temos, sendo o mais otimista possível,  o tempo é hoje, a hora é agora pois não podemos mais fechar os olhos ou nos fingir de ignorantes....


domingo, 20 de maio de 2012

NACIONAL. Sacos plásticos: heróis ou vilões?

NACIONAL
Sacos Plásticos: Heróis ou vilões?
Por Júlio Xavier Borges




Em 25 de janeiro de 2012 entrou em vigor no estado de São Paulo, uma lei proibindo os supermercados de todo o estado de fornecer de graça sacolas plásticas para consumidor suas compras. Desde então, as pessoas devem pagar pelas sacolinhas ou teriam que utilizar caixas de papelão, carrinhos de feira ou sacolas retornáveis (ecobags) para transportar as compras. À primeira vista uma atitude louvável em prol da sustentabilidade e futuro da Terra, tudo isso não passa de um teatro institucional, onde quem perde (sempre) é o consumidor.


O discurso contra as sacolas, principalmente aquelas de supermercado, gira em torno de sua origem (é feita com derivados de petróleo) e mau uso, quando descartadas de forma inadequada. Quando ocorrem enchentes, o acúmulo delas podem tapar bueiros e quando depositadas em mananciais de águas, podem sufocar peixes e outros animais.

Sacolas plásticas: bode expiatório ambiental
Mas a questão vai muito, além disso. Se as autoridades, de todas as esferas, levassem o problema do descarte das sacolas (e por tabela, do lixo doméstico como um todo) bem mais a sério, não escolheriam as sacolas como bode expiatório de uma política de sustentabilidade só para inglês ver. É certo que o consumo de sacolas plásticas é muito alto no Brasil (na casa dos bilhões por ano), mas simplesmente podar essa a comodidade e higiene trazida pela modernidade numa canetada e sem deixar muita margem para as pessoas discutirem uma mudança de postura tão radical, não é das atitudes mais dignas de elogio.

Ecobags e caixas de papelão: apenas paliativos
As soluções propostas também estão longe de se equipararem à praticidade das sacolas. As ecobags retornáveis, além de seu custo, não são tão práticas assim, pois você teria que andar o tempo todo com uma, mesmo quando for fazer uma compra por impulso ou emergencial. Caixas de papelão não são higiênicas e são péssimas de manusear. Carrinhos são práticos, mas esbarram nas suas limitações de espaço, com o adendo de não poderem sequer serem dobrados e colocados na bolsa ou mochila. Por fim, tem as sacolas plásticas biodegradáveis, com tempo de decomposição muito mais curto do que as sacolas tradicionais, mas de custo bem alto, coisa que as grandes redes de supermercados não querem nem saber.

A escolha da sacola plástica como vilã do meio ambiente em muitos lugares não é mero acaso. É a parte mais visível do consumismo exagerado dos tempos modernos, mas seriam muito mais efetivas ações de educação para que a população aprendesse a descartar as sacolas plásticas corretamente (coisa que já acontece em parte, quando as usamos como sacos de lixo domésticos) do que simplesmente proibi-las. E tem também um componente forte de hipocrisia nessa história toda. Quase todos os artigos comprados por nós no comércio são embalados em algum tipo de plástico (isopor, inclusive), mas ninguém nunca pensou em bani-los. Com a proibição das sacolas plásticas, os supermercados passaram a cobrar por elas, repassando para o consumidor um custo que era deles e já estava embutido no preço da mercadoria. Adivinha se os preços cairão por conta disso?

O bem da verdade, essa atitude de proibir o fornecimento gratuito de sacolas e cobrar pelo uso delas é uma grande falácia, que só beneficia grandes redes de supermercados e políticos interessados em obter ganhos políticos com uma lei que supostamente beneficia o meio ambiente, mas que causa grandes transtornos à população. Esperem só para ver.