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domingo, 3 de junho de 2012

INTERNACIONAL. Chanceler garante presença de Ministro Equatoriano na Rio + 20

INTERNACIONAL
  



Presença do presidente equatoriano na Rio +20 é garantida por seu chanceler


Por Vinicius Pinheiro

Ricardo Patinõ chanceler do Equador, confirmou a presença do presidente de seu páis no evento de sustentabilidade Rio + 20.


"Preparando a presença do Equador na Rio+20, que receberá uma centena de chefes de Estado, inclusive o presidente Correa", escreveu Patiño em sua conta em uma rede social.

A política do País sobre sustentabilidade é no sentido de colocar em pratica a declaração universal dos direitos da natureza na qual se diz respeito a garantir ciclos ecológicos de manutenção e reprodução, o direito de existir e reparar os anos ambientais.

O Equador vai além e propõe uma busca de uma nova ordem econômica trazendo também uma nova arquitetura financeira que pudesse trazer um equilíbrio.

A Conferência será realizada a partir do dia 20 de Junho e já possui maus de cem chefes de Estado confirmados.










POLÍTICA. INTERNACIONAL Rio + 20 terá conferência paralela de mulheres Chefes de Estado

POLÍTICA
INTERNACIONAL
Rio + 20 terá conferência  paralela de mulheres Chefes de Estado
Por Mauricio Coutinho

 


   A ONU anunciou nesta quinta-feira (31)  que em 21 de junho  será realizada no Rio de Janeiro a primeira  “Cúpula Feminina de Chefes de Estado pelo futuro das mulheres”. 

      Segundo o escritório brasileiro da ONU-Mulheres, agência da Organização das Nações Unidas (ONU) em defesa aos direitos do gênero, será a primeira vez na história que primeiras-ministras, chefes de Estado e presidentes mulheres vão se reunir para "fazer um apelo em favor de ações concretas para a integração plena das mulheres ao desenvolvimento sustentável".

      Além da presidente Dilma Rousseff, já confirmaram presença as presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, da Costa Rica, Laura Chinchilla,  da Lituânia, Dalia Grybauskaite  e da Libéria Ellen Johnson-Sirleaf .  Estarão presentes as primeiras-ministras de Tinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar  e da Dinamarca Helle Thorning-Schmidt . 

      Michele Bachelet, ex-presidente do Chile e atual Diretora- Executiva da ONU- Mulheres será a coordenadora do evento.

      O ato vai encerrar o Fórum de Mulheres Líderes pela Igualdade de Gênero, o Empoderamento das Mulheres e o Desenvolvimento Sustentável, que ocorre nos dias 19 e 21 de junho, no Riocentro. O grupo vai discutir a igualdade de gênero nas três dimensões do desenvolvimento sustentável, a social, a econômica e a ambiental.  A inclusão das mulheres foi um dos pontos fortes da Eco 92.



Da esquerda para à direita, Dilma , anfitriã da Rio+20,  Cristina Kirchner e Michele Bachelet 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

POLÍTICA. Impasses políticos devem levar a Rio + 20 ao fracasso

POLÍTICA

Impasses políticos devem levar conferência Rio+20 ao fracasso
Por Maurício Coutinho





    Segundo análise de Eduardo Viola, professor de relações internacionais da UnB e especialista  em política das mundanças climáticas, a Rio+20 não trará resultados consistentes, fruto da atual atual dinâmica internacional e pela política da ONU que busca acordos de construção de consensos que, de acordo com sua visão, está totalmente obsoleta. 


     Já citamos anteriormente a falta à Rio+20,  de Chefes de Estado  como Barack Obama (EUA), Angela Merkel (Alemanha), David Cameron (Reino Unido), potências globais que em determinados momentos históricos globais despontaram alternadamente como potências hegemônicas.  Para o professor Viola,  o mundo hoje está dividido em oito potências. Três superpotências, Estados Unidos, União Européia e China, e cinco grandes potências , Japão, Índia, Brasil, Rússia e Coréia do Sul. As decisões mais importantes giram em torno da dinâmica entre China e Estados Unidos e ambos são forças poderosas na geopolítica global, mas têm posturas conservadoras em relação a avançar em uma economia verde. Devemos lembrar que o protocolo de Quioto, que estabeleceu compromissos mais rígidos para a redução de emissão de gases estufa expira agora em 2012 e das oito potências mencionadas somente os EUA não ratificou o protocolo. 


     Segundo o professor, o Brasil, apesar de ter a matriz energética  mais limpa das oito potências e um programa de biocombustíveis (que retomou força com a criação e o aumento de vendas de carros flex , GNV e biodiesel), no atual governo de Dilma Roussef voltamos a um estágio conservador sem interesse  em avançar na  construção de  uma governança ambiental global.


     Paralelamente, outros membros da sociedade civil e cientistas também estão céticos em relação aos resultados políticos da Rio+20. Durante debate no evento Viva a Mata, em São Paulo, que celebrou o Dia Nacional da Mata Atlântica (20 de maio), a maioria dos acadêmicos foram categóricos em afirmar que os temas centrais da Rio+20: economia verde; governança ambiental e erradicação da pobreza dependem de acordos e consensos entre governos e que a expectativa deles é a de que esses acordos devem demorar cada vez mais.

Eduardo Viola.

     Uma das organizações ambientalistas mais importantes no mundo, a WWF, também afirma que os governos mundiais não estão no caminho para definirem um acordo para a preservação dos recursos naturais durante a Rio+20. - Acho que todos nós estamos preocupados que os países negociando no sistema da ONU para a Rio+20 ainda não demonstraram disposição de realmente intervir para enfrentar esses desafios . Essas negociações ainda estão claramente emaranhadas  -  afirmou em Genebra, Suíça o diretor geral da WWF Internacional, Jim Leape.


     Um ponto em que todos os acadêmicos e as organizações afirmam ter como expectativa positiva em relação à Rio+20, não se trata de nenhum acordo político global, mas sim da conscientização e da mobilização da sociedade sobre sustentabilidade e em relação aos temas que serão abordados na Cúpula dos Povos, à mudança e conscientização da sociedade de consumo  em adotar  e exigir práticas de sustentabilidade das empresas das quais são consumidoras e sobretudo na capacidade da sociedade de pressionar os governos e políticos




sábado, 12 de maio de 2012

POLÍTICA. Ausência de Líderes Globais ameaça avanço nas discussões

POLÍTICA.
 Ausência de Líderes Globais ameaça avanço nas discussões.
Por Maurício Coutinho.


A expectativa de avanços significativos na Rio + 20 ( Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável )  está sendo ameaçada pela ausência de Chefes de Estado de nações desenvolvidas como EUA, Alemanha, Reino Unido e de parlamentares da zona do Euro que também 
desistiram de comparecer alegando o alto custo de hospedagem da rede hoteleira do Rio de Janeiro.

A Rio+20 marca os 20 anos da Eco-92, a cúpula de meio ambiente também realizada no Rio em 1992. Reunirá mais uma vez Chefes de Estado, ONGs e entidades da sociedade civil que farão uma revisita às principais questões discutidas e debatidas naquela ocasião. 


Dois temas centrais estarão norteando as discussões na Rio+20. O principal trata da transição para a chamada economia verde que propõe um novo sistema produtivo com base na baixa emissão de gases de efeito estufa, na otimização e eficiência da gerência dos recursos naturais e na inclusão social. O segundo trata da governança global definindo como os países deverão se organizar em termos de acordos, leis , protocolos e metas para implementar este novo modelo de desenvolvimento sustentável sócioeconômico .


Prevê-se que à medida que haja mais inclusão social com pessoas saindo da miséria e da pobreza o planeta não terá recursos naturais suficientes como água potável  e nem produção de alimentos compatíveis com o novo padrão de consumo.


É fácil compreender então os outros temas que também serão abordados na conferência : energia ; alimentação e agricultura;  emprego e inclusão; cidades sustentáveis; água; oceanos e desastres naturais.
Barack Obama não virá , pois encontra-se mais ocupado com campanha à reeleição. Segundo interlocutores Angela Merkel não quer se arriscar a vir a um evento sediado por um país prestes a sancionar um Código Florestal que legaliza o desmatamento.  Até o momento os presidentes Vladimir Putin ( Rússia ), François Hollande  ( França ) e os primeiros-ministros Wen Jiabao  ( China ) e Manmohan  Singh ( Índia ) confirmaram presença.  Estão confirmados 116 chefes de Estado, entre presidentes, vice-presidentes e primeiros-ministros. Na Eco-92 compareceram 108.
Cabe ressaltar que os Estados Unidos negaram-se a ratificar o Protocolo de Quioto, de acordo com a alegação do ex-presidente George W. Bush de que os compromissos acarretados por tal protocolo interfeririam negativamente na economia norte-americana que hoje encontra-se ainda em forte recessão.  




É esperado da Rio+20, como resultado final, um documento de cunho político onde todos os países assumam o compromisso com a economia verde e o desenvolvimento sustentável. Secretário-executivo da Comissão Nacional para a Rio+20, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo destacou três pontos que o Brasil espera ver como resultado da conferência: a conscientização das novas gerações; o compromisso para a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (metas a serem perseguidas por todos os países); e a definição de mudanças na governança ambiental global, com o fortalecimento do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). 
É esperada, também, a criação de uma entidade que trate de forma conjunta das questões ambientais, sociais e econômicas.